quinta, 16 maio 2019 10:51

FUNCESI realizou III Seminário de Cultura, Meio Ambiente e Sociedade

Painel discutiu formas e meios para se buscar a diversificação econômica de Itabira após a mineração

A Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (FUNCESI) realizou em seu campus, dia 9 de maio, a terceira edição do Seminário de Cultura, Meio Ambiente e Sociedade, dessa vez com a temática “Globalização e Sustentabilidade”.

A programação do evento desenvolveu-se em torno do painel “Perspectivas Socioeconômicas além da Mineração”, além de dezesseis minicursos sobre assuntos diversos, a oficina “Fotografia: o desafio da transformação e do empreendedorismo na era digital”, e apresentações culturais.

Já na abertura do Seminário, o público foi brindado com uma bela apresentação de balé clássico da Companhia Itabirana de Danças Clássicas, na área de pilotis do Prédio Amarelo. Na sequência, no auditório da Instituição, aconteceu um importante painel com o tema “Perspectivas Socioeconômicas além da Mineração”.

O Painel foi composto por José Don Carlos Alves Santos – Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo; Ricardo Pires Lage – CEO do Club Petro e Administrador do Grupo Empresarial Família Pires; Eugênio Cláudio de Andrade Müller – Presidente da Acita; e Mauro Lúcio Ferreira – Engenheiro Agrônomo da Emater. O Painel foi mediado pelo professor José Carlos Fernandes Lima – Diretor Acadêmico da FUNCESI.

Perspectivas Socioeconômicas além da Mineração

Na abertura do Painel, o mediador José Carlos Fernandes Lima levantou uma questão importante, ao constatar que existem muitas dúvidas pairando sobre a cidade, quando se debate a viabilidade econômica de Itabira. E provocou: “Estamos vendo muito pessimismo, indiferenças até, ao discutirmos a viabilidade econômica de Itabira após a mineração. Será que os diversos segmentos da cidade estão se movimentando em torno desse tema? Para onde caminhará Itabira com todas essas interrogações?”

O primeiro painelista a se apresentar foi Mauro Ferreira, da Emater, que trouxe o tema “Realidade e Perspectivas”. Mauro começou dizendo ser muito difícil falar de roça numa cidade mineradora. “O agronegócio é muito importante para o desenvolvimento do país. E para Itabira também, com certeza”. E continuou: “Com a mineração, a agricultura decaiu em Itabira porque a mão-de-obra foi sendo absorvida pela atividade mineradora. Entretanto, vejo o agronegócio como uma das vertentes para a diversificação econômica do município. E é por aí que estamos caminhando”.

Ricardo Pires Lage, CEO do Grupo Família Pires, fez um balanço interessante sobre a trajetória vitoriosa do grupo e expôs alguns conceitos vanguardistas. “Somos uma empresa familiar que sempre sonhou com a diversificação. E, diferentemente do tradicional, na nossa empresa os mais jovens estão ensinando aos mais velhos. E está dando certo”.

“De proprietário de posto de gasolina, o Grupo Pires passou a ter uma carteira diversificada de negócios, pois sempre buscou sua viabilidade econômica. Hoje temos variados segmentos empresariais. E é com esse espírito que Itabira deve trabalhar, no sentido de diversificar sua economia visando o término da mineração, pois se você não acredita que é possível, ninguém vai!”

Coube a Eugênio Müller, Presidente da ACITA, dar o tom de esperança em relação ao futuro de Itabira sem a atividade mineradora. “As expectativas para além da mineração existem e são inúmeras. Está em nossas mãos achar os caminhos que nos levarão à tão sonhada diversificação econômica”, disse.

“Estamos trabalhando com 132 metas para o futuro da cidade. Dentro dessas metas, estabelecemos quatro caminhos que levarão à diversificação econômica de Itabira: o agronegócio, a indústria criativa, o fortalecimento da economia local e a tecnologia”, explicou.

“Hoje, em termos de diversificação econômica, podemos considerar Itabira como uma grande folha de papel em branco, e caberá a nós preencher esse espaço colocando sonhos palpáveis, diretrizes factíveis, metas ambiciosas e trabalho, muito trabalho. Dessa forma, nossa folha de papel se transformará num grande painel onde os resultados levarão ao desenvolvimento da nossa cidade, até mesmo antes de a mineração fechar seu ciclo”, finalizou.

José Don Carlos Alves Santos – Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo, fechou o grande painel dando uma explicação geral sobre o funcionamento de sua secretaria e o importante papel que ela cumpre no sentido de facilitar o trabalho para se chegar à viabilidade econômica da cidade após a mineração. “Um dos nossos papéis é buscar alternativas de diversificação econômica e apoiar iniciativas que levem a esse destino”, falou.

“Inovação, um dos segmentos que desenvolvemos em nossa secretaria, é quando você faz e alcança resultado”, explicou. “Então, acredito firmemente que inovação mais empreendedorismo são os caminhos que devemos percorrer na busca de um futuro promissor para Itabira quando a mineração deixar de ser o carro-chefe da nossa economia”, sentenciou.

Minicursos e oficina

Além da apresentação cultural e do grande painel sobre Perspectivas Socioeconômicas além da Mineração, a programação do III Seminário de Cultura, Meio Ambiente e Sociedade também mostrou os seguintes minicursos: qualidade de vida no universo oncológico, cardiopatia infantil sob a ótica de familiares e profissionais, demanda por informação em um mundo globalizado: a importância da metodologia científica e da bioestatística, a utilização dos centros de crossdocking: uma tratativa que impacta o ambiente empresarial e social, o impacto da cultura organizacional no perfil profissional, comitê de ética: caminhos para a pesquisa científica, marketing digital e os novos modelos de divulgação de produtos e serviços.

Ainda, debate: a responsabilidade civil por danos ao meio ambiente, tópicos do direito eleitoral, a aplicabilidade do instrumento das diretrizes antecipadas de vontade no ordenamento jurídico brasileiro, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, barragens de rejeito, o processo de aculturação sob a perspectiva sociolinguística, direitos reais sociais: sensibilidade constitucional sobre o tema, perícia judicial em construção civil e contexto de pré-existência no ponto de vista patrimonial.

Por fim, a oficina, Fotografia: o desafio da transformação e do empreendedorismo na era digital.

Leia 228 times

Receba informações